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Por que tantos profissionais estão pensando duas vezes antes de assumir cargos de liderança?

Foto do escritor: Comercial Witto
Comercial Witto
há 1 dia
3 min de leitura

Durante muito tempo, assumir um cargo de liderança foi visto como um dos principais sinais de crescimento profissional. Mais responsabilidade, mais reconhecimento e um novo passo na carreira.

Mas essa percepção começa a mudar. Cada vez mais profissionais estão avaliando com mais cuidado se assumir uma posição de liderança realmente representa uma evolução ou se significa, principalmente, mais pressão, cobrança e sobrecarga.

E esse movimento traz um alerta importante para o RH.

Quando a promoção deixa de ser tão atrativa

Uma pesquisa da Robert Walters mostrou que 52% dos profissionais da Geração Z entrevistados não querem ocupar cargos de gestão intermediária.

Entre eles, 69% consideram essas posições muito estressantes para a recompensa oferecida.

Isso não significa necessariamente falta de ambição ou interesse em crescer profissionalmente. Pode significar que muitos profissionais estão observando a rotina de quem já ocupa cargos de liderança e concluindo que aquela experiência não parece tão atrativa.

Metas cada vez mais altas, gestão de conflitos, cobrança por resultados, responsabilidade pelo desempenho do time e pouco espaço para cuidar das próprias demandas fazem parte desse cenário.

Quem já está na liderança também sente essa pressão

O problema não aparece apenas entre quem pensa em aceitar ou não uma promoção.

O Barômetro Internacional de Gestão 2025 da Cegos, realizado com mais de 4 mil gestores iniciantes em 10 países, incluindo o Brasil, mostrou que 67% perceberam um aumento constante da carga de trabalho.

Além disso, quase metade dos entrevistados afirma não ter tempo suficiente para cuidar da dimensão humana da gestão, como acompanhar, desenvolver e apoiar seus colaboradores.

Na prática, muitos gestores ficam no meio de duas grandes demandas: entregar os resultados esperados pela organização e, ao mesmo tempo, oferecer suporte ao time.

Quando não existe equilíbrio, a liderança pode deixar de ser percebida como desenvolvimento e passar a ser associada à sobrecarga.

O que isso pode revelar sobre a empresa?

Quando profissionais começam a recusar cargos de liderança ou demonstram pouco interesse em assumir novas responsabilidades, vale olhar além da decisão individual.

Esse comportamento pode trazer sinais importantes sobre diferentes aspectos da organização, como:

  • clima e engajamento;

  • percepção de crescimento profissional;

  • saúde mental e sobrecarga;

  • preparação das lideranças;

  • retenção de talentos;

  • autonomia dos gestores;

  • cultura de cobrança e metas.

Por isso, uma recusa a uma promoção nem sempre deve ser interpretada apenas como falta de interesse em crescer. Ela também pode ser uma oportunidade para entender como os profissionais enxergam a experiência de liderar dentro da empresa.

O RH precisa olhar para quem cuida do time

Uma liderança saudável não depende apenas de treinamento técnico.

É importante entender se os gestores possuem condições reais para exercer seu papel.


  • Eles têm autonomia para tomar decisões?

  • Conseguem acompanhar e desenvolver suas equipes?

  • Sentem que possuem suporte da empresa?

  • Como percebem suas metas e sua carga de trabalho?

Essas respostas ajudam o RH a identificar problemas antes que eles apareçam em forma de queda no engajamento, pedidos de desligamento ou dificuldade para formar novas lideranças.

Dados ajudam a enxergar esses sinais mais cedo

É nesse ponto que uma visão mais estruturada sobre as pessoas faz diferença.

Com a Witto, através da plataforma, o RH pode reunir informações de clima, desempenho, desenvolvimento, saúde mental e outros indicadores para construir uma visão mais completa dos colaboradores e das lideranças.

Em vez de analisar cada dado isoladamente, é possível observar o que essas informações mostram em conjunto.

Uma mudança no clima, uma queda no desempenho, sinais de sobrecarga ou dificuldades recorrentes de desenvolvimento podem indicar que aquela liderança precisa de atenção. Quanto mais cedo esses sinais aparecem, maior a capacidade do RH de agir antes que o problema cresça.

Liderar também precisa ser uma experiência de desenvolvimento


As empresas precisam continuar formando boas lideranças. Mas, para isso, não basta encontrar profissionais preparados para assumir esse papel.

Também é necessário construir um ambiente em que crescer profissionalmente não signifique apenas assumir mais pressão.


Uma empresa não precisa apenas de pessoas dispostas a liderar. Precisa fazer com que liderar continue sendo um caminho de crescimento.

Quer conhecer a plataforma na prática? Agende uma apresentação gratuita da Witto e veja como ter uma visão mais completa da gestão de pessoas na sua empresa!


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